terça-feira, 18 de outubro de 2016

Diário de bordo

Diário de bordo, 02/05/2016 - Estava eu em um fim de semana comprido, esticado devido ao trabalho exaustivo e dividido entre outros profissionais, onde ao acordar e tomar o devido café da manhã, fui surpreendido com um convite diferente. O irmão de meu amigo, Augusto, me convida para um voo de bimotor com um amigo que acabara de tirar o brevê de piloto. Convite inusitado, mas em boa hora. Afinal, quando podemos descansar por algumas horas, devido ao trabalho desgastante? Seriam apenas uma parte da manhã e não faria falta. Fui apenas levado e sempre concordando com tudo, sem prestar atenção em nenhuma consequência. Digo isso, até sem saber de todos os entraves envolvidos. Apenas estava saciando uma vontade egoísta de relaxamento aventureiro. Depois do preenchimento do plano de voo, fui sacudido com as idéias atrevidas do novo piloto.
- Que tal um voo sobre o Cristo Redentor?
Uma ação proibida, mas não fiz oposição.
Tudo maravilhoso no sobrevoo ao monumento. Uma visão para ficar em uma vida inteira. Acenei para aqueles que estavam abaixo, recebendo respostas gentis também. Depois, fui sacudido com novas idéias atrevidas do novo e aventureiro piloto.
- Que tal uma viagem rápida a costa mais próxima da África?
Uma ação mais proibida ainda, com perigos enormes e ao menos um, me incomodava nos pensamentos: A gasolina....
Ele já tinha traçado uma rota alternativa e estava tentando sua primeira aventura solo com três tripulantes inocentes dentro. Contou sobre seu sonho particular em pilotar aviões comerciais e que um dia gostaria de morar na Austrália. Nos contou sobre seus problemas com o mercado de ações e que aquela rota que estávamos fazendo era conhecida. Havia uma ilha incomum que pilotos faziam abastecimento para voltar e que veriam a imensidão do oceano naquele momento. Depois de algumas horas de voo e conversas mais animadoras, o piloto se assusta com uma visão de terra. Não era a ilha de que falava anteriormente, mas uma ilha não identificada em nenhum mapa que ele conhecera até então. Nos contou sobre o fato e tive um estalo que mudaria meu pensamento para o resto da vida.
-Desça e me deixe lá. Abasteça e me pegue na volta.
Esse era meu momento! Apesar da insana idéia, persisti e fui atendido. Fui o primeiro a pousar na terra firme e proferi:
- Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a geografia mundial!
Até a volta do avião fiquei paquerando aquele grande espaço de terra e imaginando uma série de questões que vou marcar a partir de agora, nesse diário. Todos os pensamentos, idéias e atitudes.